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Banco de dados

A escolha de um sistema gerenciador de banco de dados (SGBD), não depende somente do desenvolvedor do sistema, nem só de critérios puramente técnicos. Dependendo do sistema escolhido, o desenvolvedor pode tornar o seu software inviável para algumas pequenas empresas que têm pouco ou quase nenhum recurso disponível para investimento.

A Casa das Carretas, empresa que serviu de modelo para o sistema descrito neste trabalho, é um bom exemplo desse fato. Em meados de 2001, quando era feito um estudo para fazer um upgrade das máquinas e dos programas que seriam utilizados, o sistema gerenciador de banco de dados foi um dos que entraram no orçamento. Segundo orçamentos realizados diretamente da Microsoft, Oracle e de revendas locais, só o custo da infra-estrutura para desenvolvimento (sistema gerenciador de banco de dados, linguagem de programação e ferramentas de modelagem) utrapassaria a casa dos vinte mil reais, e a empresa não teria condições na época de bancar esse custo.

Para fugir do alto custo das soluções proprietárias, foi feita uma pesquisa para encontrar um software de baixo custo que conseguisse atender as exigências técnicas para o desenvolvimento dos sistemas. Felizmente as distribuições Linux fornecem pelo menos dois sistemas gerenciadores de banco de dados, sendo eles o MySQL e o PostgreSQL. Ambos são ótimos candidatos a serem adotados no desenvolvimento de um sistema, pois implementam instruções SQL padrões e bons recursos de segurança.

Depois de uma análise nas empresas que ministram cursos em Goiânia, como SENAC, Sistemas Abertos entre outras, pode-se observar que a maioria delas ofereciam curso de MySQL e poucas ofereciam PostgreSQL. O MySQL era oferecido em curso separado ou em conjunto com alguma linguagem de programação como PHP, ou Java. Dessa forma, concluiu-se que escolhendo o MySQL, seria mais fácil encontrar profissionais no mercado para solucionar algum problema que pudesse surgir no desenvolvimento dos sistemas da Casa das Carretas.

Apesar de ter escolhido o MySQL, não há muita dificuldade na adoção de outro sistema. Devido à forma como o sistema foi projetado é fácil de alterar o SGBD. Para isso, deve-se alterar o código de algumas classes para fazer a conexáo com outro SGBD. Não é necessário alterar as classes de mais alto nível que tratam das interfaces com o usuário ou alguma outra que usa o banco de dados.